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Jorge Henriques – O homem dos domingos de manhã!

Jorge Henriques – O homem dos domingos de manhã!

Fotografia de Jorge Henriques no Porto

Numa alusão à predileção de Jorge Henriques por um determinado período para fotografar as magníficas imagens com que ainda hoje nos impressiona e sempre nos transportará a um tempo e lugares idos, publicamos este post, extraordinariamente, a um domingo. No EFE não publicamos ao domingo, é a nossa folga semanal! Jorge Henriques só fotografava aos domingos e feriados, até ao meio-dia.

Fotografia de Jorge Henriques no Porto

Jorge Henriques nasceu em Abril de 1912, na freguesia da Sé Velha, em Coimbra. Era filho de um padre, crescendo por isso com uma ama na Lousã, onde permaneceu até aos 12 anos. Nessa altura, uma das figuras importantes da vila da Lousã, reconheceu-lhe capacidades que o impulsionaram a conseguir que Jorge Henriques fosse matriculado num colégio em Cernache do Bonjardim, concelho da Sertã, onde concluiu o curso geral dos liceus.

Fotografia de Jorge Henriques no Porto

Acabou por chegar à Universidade de Coimbra,  estudou na Faculdade de Ciências, nos Preparatórios de Medicina, mas tendo reprovado na disciplina de Anatomia, foi-lhe exigido pelo pai (ou padrinho, em termos “oficiais”) que regressasse à terra. Jorge Henrique recusou e foi para Lisboa!

Fotografia de Jorge Henriques no Porto

Em 1936, iniciou funções na Junta dos Produtos Resinosos do Instituto dos Produtos Florestais, sendo que essa profissão o agarrou durante toda a sua vida. Em 1943, com 31 anos, foi prestar prestar serviço para o Porto, permanecendo aí durante 38 anos.

Fotografia de Jorge Henriques no Porto
Fotografia de Jorge Henriques no Porto
Fotografia de Jorge Henriques no Porto
Fotografia de Jorge Henriques no Porto

No início dos anos 50 começou finalmente a fotografar! Tinha nessa altura quase quarenta anos. Destinou as manhãs de domingos e feriados à fotografia, até ao meio-dia. Tornou-se sócio da Associação Fotográfica do Porto e fez parte da direcção. Na boa tradição salonista, manteve em casa um laboratório artesanal, onde produziu as suas imagens.  Concorreu a vários salões de fotografia amadores, bienais, semanas culturais, exposições temáticas dentro e fora do país. Recebeu vários prémios e menções honrosas.

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A perda da sua esposa em 1971 levou a que Jorge Henriques lentamente se fosse desligando do gosto por fotografar. Regressou a Lisboa dez anos depois, em 1981, já reformado. Morreu em Outubro de 1988. Deixou, para nossa riqueza, um interessantíssimo legado fotográfico.

Fotografia de Jorge Henriques no Porto
Fotografia de Jorge Henriques no Porto
Fotografia de Jorge Henriques no Porto
Fotografia de Jorge Henriques no Porto
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Fotografia de Jorge Henriques no Porto
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Fotografia de Jorge Henriques no Porto
Fotografia de Jorge Henriques no Porto
Fotografia de Jorge Henriques no Porto
Fotografia de Jorge Henriques no Porto
Fotografia de Jorge Henriques no Porto
Fotografia de Jorge Henriques no Porto
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