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Todd Gross em destaque…

Todd Gross em destaque…

Todd Gross mora em Queens, Nova Iorque.

Começou a fotografar aos vinte e poucos anos (tem hoje 48) quando arranjou um trabalho “decente… como uma pessoa normal”, na ABC. Com o dinheiro que lhe sobrou, juntou a fotografia ao prazer que já tinha em passear pela cidade enquanto observava as pessoas. Comprou uma Pentax Spotmatic e isso foi o início de tudo o que hoje conhecemos. Contudo, pelo meio, Gross passou por uma série de altos e baixos que o levaram e trouxeram à fotografia, entre hiatos que chegaram a ser de 5 anos sem sequer fotografar.

Confessa que no início não tinha qualquer tipo de noção teórica ou formal acerca da fotografia de rua e que o processo autodidata foi consideravelmente lento. A sua inspiração inicial, afirma, foram as capas dos álbuns dos Pink Floyd. A capa do “Animals” ou a inner sleeve do “Wish You Where Here” ainda são as referências que guarda na memória.

Está muito confortável com o seu trabalho e afasta rótulos de “intelectual”, afirmando mesmo que a fotografia de rua o atrai porque, tantas vezes, é o motivo para uma boa gargalhada. Rejeita a ideia de que possa fotografar por um desígnio intelectualmente elevado e garante que fotografa sempre na procura da sua satisfação pessoal. Um egoísmo saudável que lhe permite ser uma voz na multidão e claro… fotografa também porque “as miúdas curtem fotógrafos”.

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Fotografa todos os dias e segue a máxima de Henry Wessel que afirmava: “Não saio para fazer fotografia. Saio! Se alguma coisa me chamar a atenção, isso é razão suficiente para que a fotografe”.

Interage muitas vezes com o assunto da sua fotografia, mas nem sempre as coisas correm pelo melhor. Normalmente sim! Garante que a sua compleição física o faz apresentar-se como pouco ou nada ameaçador e que isso resolve logo uma grande parte dos potenciais problemas. Usa algumas vezes a velha técnica de olhar fixamente para algo que está próximo da pessoa que fotografa como se tivesse acabado de fotografar isso e não a pessoa em questão, mas uma vez a artimanha não resultou e acabou por ter de fugir, deixando para trás um pacote de chicletes e um sapato.

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