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A Invenção da Amnésia, em Setúbal

A Invenção da Amnésia, em Setúbal

“A Invenção da Amnésia” de Fernando Brito, Miguel Rodrigues, Nuno Andrade, Renato Japi

Inauguração: 29 de fevereiro, 2020 das 18:00 às 22:00
Término: Finissage a 29 de março de 2020 das 18:00 às 22:00, com concerto de Alexandre Alagôa às 19:30.

Local: Casa da Avenida de Setúbal, Avenida Luisa Todi, 286, 2900 Setúbal
Entrada: livre

Curadoria:
Informações adicionais: Página FB da Invenção da Amnésia
Horários:
Terça a Domingo das 11:00 às 18:00

Via organização…

Primeira Exposição do Projecto de Residência Artística A Invenção da Amnésia, com trabalhos de Fernando Brito, Miguel Rodrigues, Nuno Andrade e Renato Japi.

Acerca dos artistas e trabalhos:

Miguel Rodrigues trabalha as relações do hábito e da memória com as conceções lineares do tempo e a sua representação na paisagem. Partindo de um levantamento fotográfico e da recolha de objetos de um terreno adjacente à Estrada Nacional 10 em Alhandra, atualmente em obras de requalificação paisagística de um terreno, constrói, através da fotografia, do texto e da relação destes com os objetos encontrados, um corpo de trabalho em que contrasta as noções de produção de presença (Gumbrecht, 2012) e de duração (Bergson, 1889) com o distanciamento entre observador e espaço implícito na formulação clássica da paisagem como construção em perspetiva.

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Assente na produção de quatro peças audiovisuais correspondentes a quatro itinerários dentro da área balizada pela E.N.10, Fernando Brito centra-se nas tensões entre a representação e a experiência da paisagem. Nesse sentido é constituída uma hipótese a partir do carácter performativo do gesto humano, traduzido pelo acto de caminhar, como modalidade de leitura dessa paisagem a partir da sua inscrição no discurso fílmico. O pensador italiano Giorgio Agamben (1942) no seu texto Notas sobre o gesto (2002) sustenta que o gesto é uma acção infinita que se constitui entre a sua condição performativa no meio cinemático e a natureza performativa do próprio meio. Os gestos de atravessamento do território são pois, considerados como actions ou performances que servem de base para o desenvolvimento das quatromicronarrativas cinemáticas nas quais o autor propõe uma reflexão entre a gestualidade, o cinema e a representação da paisagem.

Nuno Andrade parte da observação fotográfica e videográfica de um conjunto de pessoas presentes na estrada nas imediações da sua habitação. Aproximando-se das suas histórias, dos seus hábitos e da forma como habitam “a sua estrada”, opera entre as noções de fotografia documental e mapeamento pessoal, transformando a estrada, espaço de passagem, sem memória, no palco da experiência e das relações entre estas pessoas.

Renato Japi reflete sobre a influência da visão na construção geográfica do espaço (Cosgrove, 2008), explorando, através da escultura e da fotografia a forma como as noções de escala e perspetiva operam sobre a perceção do espaço e da arquitetura. Pela natureza do seu trabalho e pela forma como este é disposto nas salas em relação com os restantes trabalhos, as peças apresentadas por Renato Japi estarão sempre em diálogo com o trabalho dos restantes autores, promovendo, desta forma, uma relação de continuidade entre todos os trabalhos presentes neste projeto.

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