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Encontros da Imagem 2020 – 23 espaços, 36 exposições, 68 fotógrafos

Encontros da Imagem 2020 – 23 espaços, 36 exposições, 68 fotógrafos

Encontros da Imagem 2020 – Génesis

exposições de:

Nina Franco, Elsa Leydier, Julia Mejnertsen, Adriano Pimenta, Alessandra Carosi, Kata Geibl, Deanna Pizzitelli, Mitchell Moreno, Felipe Romero Beltran, José Luis Carrillo, Afonso Malato Sousa, Daniel Seiffert, Stanislas Guigui, Marjolein Blom, João Henriques, Felipe Romero Beltran, Robin Hinsch, Mariya Kozhanova, Aaron Vincent Elkaim, Catarina, Florence Cuschieri, Paul di Felice, Isabelle Pateer, Omar Imam, Trent Davis Bailey, Malala, Federico Estol, Andrea Gjestvang, Hugo Delgado, Rosa Rodriguez, Joachim Luxo, Sandrine Elberg, João Ferreira, Annamaria Belloni, Mattia Micheli & Nicolò Panzeri, Gonçalo Delgado, James Reeder, Marianne & Katarzyna Wasowska, Touko Hujanen, Martin Tscholl

Início: 11 de setembro, 2020
Término: 31 de outubro de 2020

Locais: Diversos espaços distribuídos entre Braga, Barcelos, Guimarães, Porto, Avintes (mais informação aqui)
Entrada: livre

Informações adicionais: no site do Encontros da Imagem

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Via Encontros da Imagem

“Génesis”

O homem não é capaz de viver sem juízos de valor que traduz em significados herdados. Já foram místicos ou divinos, hoje os seus paradigmas, tendencialmente globais, são a experiência e a sensibilidade. E é por isso mesmo que tem sido tão difícil apreender a sistemática desintegração do planeta em que vivemos e da comunidade internacional que se tentou construir. A irracionalidade política, governada pela finança, recusa a evidência de crise global desde 1997, (Protocolo de Quioto) e hoje, é apenas através de iniciativas particulares e individuais que esta questão limite se impõe. Iniciativas que se reproduzem e evoluem nesse vasto campo de ação que é a cultura da Globalização. A globalização cresceu nos Estados Unidos, já armadilhada pelo conflito aberto dos Blocos ideológicos e da Guerra das Estrelas, afastando-se da utopia da aldeia global, que o sociólogo canadiano McLuhan, sob o influxo da nova tecnologia, previa vir a ser a sociedade do futuro. Funcionando como uma comunidade de intensa comunicação oral onde a solidão seria banida, tal como nas velhas sociedades sem escrita, foi a utopia dos Anos Sessenta do século passado. A Globalização foi, antes de tudo, económica e financeira, num sistema desigual de exploração de vantagens. Com a mundialização da Internet foram-se aculturando modas, marcas ou pandemias, hábitos e gestos da industrialização, lazeres, a ideia de progresso versus o direito à felicidade e, naturalmente, um individualismo de forte autoestima. O sentido crítico da arte contemporânea reflete esta soma de influências, esta derrocada das utopias sociais.

O paradigma global deixou de ser o da comunicação, mas o da informação que traz consigo poder, ou seja, o mundo transformou-se numa série de algoritmos e a vida num processamento de dados. A arte visual que aderiu parcial ou totalmente à revolução tecnológica é o micromundo dessa transformação e, tudo indica, virá a ser o registo criativo da tomada de consciência dos problemas deste presente crítico.

Genesis é tudo isso: a origem ou criação e, como em todas as criações e também na arte, a génese sucede à destruição. Com cada criação surgem novos significados, outros juízos de valor, outras teorias científicas, novos mitos novos algoritmos e, insidiosamente, velhos erros e revivalismos que atrasam os significados desta comunidade do futuro que, com o seu desleixo e as suas utopias de felicidade não as quis e não as quer perder. Mudanças, deslocações de povos, efeitos de catástrofe ou de perseverança, criação e destruição, – o alfa e o ómega de uma cultura – e que, consensualmente, nos aparecem como a essência das novas artes visuais .

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