A Ler
Diogo Margarido, Rapaz (Vila Nova da Barquinha, Portugal, 1965)

Diogo Margarido, como quase todos os fotógrafos amadores da sua geração em Portugal, é um fotógrafo autodidacta que entrou no universo da fotografia pela porta que os fotoclubes ofereciam.
Esta associações, à data, viviam ainda muito a questão da aceitação da fotografia como arte, e um modo de fruição que arrastava lastro que vinha dos tempos do Pictoralismo, com grande enfoque em temáticas pitorescas, jogos de luz e num ou outro ocasional experimentalismo técnico. A fotografia inicial de Margarido não será de todo alheia a essa “escola”, mas mesmo aí, nesses anos cinquenta e início dos sessenta, se verifica que os temas campestres advém mais da sua história familiar do que de um fascínio por ruralidade estilizada, e que os jogos de luz, mais do que orientados para obter respeitáveis fotografias-pintura, resultam dum bom uso da matéria-prima da fotografia.

Diogo Margarido furtava-se à lógica estética dos salões com imagens de desarmante verdade e, por vezes, de uma dura beleza.

Diogo Margarido,
Rapaz,
Vila Nova da Barquinha, Portugal, 1965

 

Ver Também

Texto e selecção de imagem: Não me mexam nos JPEGs / Júlio Assis Ribeiro

© 2019 EFECETERA - O "EFE" É DE FOTOGRAFIA. ALL RIGHTS RESERVED.

Ir para o topo