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Haruo Ohara, Nuvem matinal (Terra Boa, Brasil, 1952)

Haruo Ohara, Nuvem matinal (Terra Boa, Brasil, 1952)

Porque nos faltam imagem inspiradoras, poéticas e de um optimismo simples e discreto, esta fotografia do nipo-brasileiro Haruo Ohara é particularmente bem-vinda nestes dias.

Haruo Ohara (1909-1999), nascido no japão, chegou ao Brasil em 1927, no início da sua idade adulta.

Homem ligado à agricultura, nunca viria ter atividade profissional ligada à fotografia.

Essa prática estaria encerrada na sua esfera privada, e só uma tímida participação no universo dos foto-clubes exporia inicialmente o seu talento, sem revelar a dimensão e a qualidade da sua obra. Apenas no final dos anos oitenta, já nos seus últimos anos, esta teria finalmente destaque significativo, no quadro das comemorações do octogésimo aniversário da diáspora japonesa em terras brasileira.

As fotografias de Ohara refletem muitas vezes essa natureza dual de um sentir culturalmente ligado ao japão mas com estreita ligação ao território brasileiro, resultando num intimo, subtil e estranhamente nostálgico optimismo.

São brasileiras. São japonesas. E são também universais,.

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Esticando muito a corda, dir-se-ia que são haikus com toques de bossa nova.

Haruo Ohara, Nuvem matinal, Terra Boa, Brasil, 1952 [Instituto Moreira Salles]

Texto e selecção de imagem: Não me mexam nos JPEGs / Júlio Assis Ribeiro

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