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Paolo Di Paolo, Marcello Mastroianni (Itália, sem data)

Paolo Di Paolo, Marcello Mastroianni (Itália, sem data)

Paolo Di Paolo, Marcello Mastroianni (Itália, sem data)
Paolo Di Paolo, Marcello Mastroianni (Itália, sem data)
Paolo Di Paolo, Marcello Mastroianni (Itália, sem data)

Sobre o retrato fotográfico, e sobre a sua longa história, há todo um conjunto de abordagens e teorias, e de gente que se agarra aos dogmas. Se alguns defendem a linhagem de Disdéri com os seus retratados a carregarem símbolos da sua condição, rodeados de adereços, à maneira da pintura clássica e dos seus códigos, outros seguem a conduta de Nadar, com foco no rosto e na postura do modelo, tentando captar aquele instante em que a expressão e a pose parecem corresponder magicamente à personalidade, retendo-lhe o pathos e o ethos.

Estes últimos, os defensores do chamado retrato psicológico, não têm decerto trabalho fácil.

Cartier-Bresson, por exemplo, ter-se-á queixado da dificuldade de retratar verdadeiramente actores e actrizes. Perante a câmara, os profissionais da representação tenderiam sempre a assumir uma personagem. O seu rosto era, em certa medida, um adereço. Uma máscara. Porém, se retratar a psicologia de actores tende a ser um acto sem sucesso, isso não significa que não se produza nesse esforço boa fotografia. Como os poetas, os actores tendem a mentir aquilo que deveras sentem. A máscara nem sempre é um adereço, pode ser a sua própria natureza.

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Texto e selecção de imagem: Não me mexam nos JPEGs / Júlio Assis Ribeiro

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