A Ler
Ralph Crane, Teste de veículo monocarril, Colónia, RFA, 1952

Um dos paradoxos mais interessantes da fotografia é o dos produtos desta, apesar da sua relação directa com a realidade, não serem necessariamente transmissores da verdade.

A fotografia é sempre uma construção, em que se define o instante e o modo como se extraí uma pequena parcela da realidade. A sua relação com o todo pode ser bastante equívoca.

Mesmo sem o recurso a encenações e a montagens, a fotografia pode construir percepções bastante afastadas dos factos.

Um outro paradoxo,  próximo deste,  é o da fotografia poder construir imagens, que sendo “verdadeiras”, parecem ser inverosímeis.

Uma fotografia realizada com o puro propósito de registo, com um olhar intencionalmente neutro, pode, por um acaso de ângulo, de instante, ou tão simplesmente pela estranheza introduzida pela distância temporal, ser fortemente percepcionada como uma fabricação.

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A verdade pode nela parecer um objecto ficcional.

Ralph Crane, Teste de veículo monocarril, Colónia, RFA, 1952
Ralph Crane, Teste de veículo monocarril, Colónia, RFA, 1952

Texto e selecção de imagem: Não me mexam nos JPEGs / Júlio Assis Ribeiro

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